Disciplinas disponíveis

Com a introdução da estratégia de Testar e Iniciar e o compromisso do País para alcançar as metas do 90-90-90, precisa-se de estratégias inovadoras para identificar as pessoas vivendo com HIV que ainda não conhecem seu estado serológico, assegurar a sua ligação com os serviços de cuidados e tratamento, retê-los em tratamento antirretroviral, condição necessária para uma supressão viral. Então, continuar a atender os pacientes nas Unidades Sanitárias (US) da mesma maneira seria completamente ineficiente e com prejuízo desnecessário para o próprio paciente. Para isso, os Modelos Diferenciados de Serviços podem ser utilizados para simplificar e adaptar o manejo das pessoas vivendo com HIV, para satisfazer as expectativas dos diferentes grupos de pacientes infectados pelo HIV com o intuito de optimizar a capacidade geral do sistema de saúde para que possam alcançar as metas 90-90-90 da Organização Mundial de Saúde (OMS).

O presente Guião dos Modelos Diferenciados de Serviços está estruturado em dois módulos:

§  Módulo 1: Modelos Diferenciados de Serviços para Área de Prevenção - Tem como principal foco a identificação das pessoas vivendo com HIV, usando abordagens optimizadas, focalizadas e a sua ligação com os serviços de cuidados e tratamento.

§  Módulo 2: Modelos Diferenciados para Cuidados e Tratamento - Tem como principal foco a diminuição do tempo de espera e da sobrecarga desnecessária para dar maior atenção aos pacientes que mais precisam. 

O conteúdo do Guião dos Modelos Diferenciados de Serviços para efeitos didácticos são apresentados em 12 Módulos, ver tabela dos Módulos do Curso.


Em 2013, a OMS recomendou fortemente o uso do teste de carga viral para prover uma indicação mais precisa da falência ao TARV e a necessidade de mudança para segunda linha, evitando trocas desnecessárias, reduzindo o acúmulo de mutações de resistências e melhorar os resultados clínicos. À luz desta recomendação, Moçambique decidiu elaborar uma directriz de implementação da carga viral, seguindo as considerações técnicas e operacionais propostas pela OMS.   

A actual fase de implementação implica o uso de carga viral de forma rotineira em todos os pacientes em TARV. Nesta fase, o teste de carga viral é usado para monitorar todos os pacientes em TARV e estabelecer um sistema de alerta precoce para o diagnóstico de falências terapêuticas. Neste contexto, a Directriz de Implementação da Carga Viral de HIV em Moçambique descreve o protocolo e algoritmos clínicos, laboratoriais e programáticos que permitem a implementação da carga viral de forma padronizada. 

O presente curso sobre Interpretação Clínica do Resultado da Carga Viral visa familiarizar os provedores de serviços de saúde com as definições e processos estabelecidos na Directriz acima citada. Para o efeito o curso é apresentado em 4 sessões.


A malária continua sendo o principal desafio para a saúde pública e para o desenvolvimento sustentavel em Moçambique. Esta doença para além do impacto directo na saúde da população, ainda exerce um peso socioeconómico enorme nas comunidades e no pais em geral perpectuando desta forma o ciclo vicioso da doença e pobreza. Neste contexto o programa Nacional de Controlo de Malária (PNCM) tem desenvolvido esforços no controlo e redução de casos com especial destaque na consolidação de actividades de pulverização (PIDOM), distribuição de redes mosquiteiras impregnadas com insecticida de longa duração (RMILD) e tratamento intermitente preventivo (TIP) da  mulher grávida. 

Em 2011, após adopção da Nova Política de Tratamento da Malária em Moçambique,  baseada na terapia combinada com base em derivados de Artemisinina, o Programa Nacional de Controlo de Malária (PNCM), elaborou o manual de «Normas de Tratamento da Malária em Moçambique» dirigido aos clínicos  para servir de apoio no manejo de casos  de malária em todas unidades sanitárias do País. Durante este periodo de implementação o programa fez a monitoria e avaliação tanto da prescrição médica assim como da eficâcia do tratamento com derivados de Artimisinina. É neste contexto que o Programa Nacional de Controlo Controlo de Malária (PNCM), da Direcção Nacional de Saúde Pública elaborou a presente  Directriz Nacional de Normas de Tratamento da Malária em Moçambique, documento orientador para a implementação desta abordagem a nível nacional.

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Os Serviços Farmacêuticos Hospitalares têm por objecto o conjunto de actividades farmacêuticas, exercidas em organismos hospitalares ou serviços a eles ligados, que são designados por “actividades de Farmácia Hospitalar”, neste contexto possuim autonomia técnica e científica, sujeitos à orientação geral dos Órgãos de Administração dos Hospitais, perante os quais respondem pelos resultados do seu exercício. 

A direcção dos Serviços Farmacêuticos Hospitalares é obrigatoriamente assegurada por um profissional de farmácia hospitalar. O Serviço Farmacêutico Hospitalar é o serviço que, no hospital, assegura a terapêutica medicamentosa aos pacientes, a qualidade, eficácia e segurança dos medicamentos, integra as equipas de cuidados de saúde e promove acções de investigação científica e de ensino. 

A Direcção Nacional de Assistência Médica, através do Departamento de Farmácia Hospitalar, apresenta o presente Termos de Referência dos Serviços Farmacêuticos Hospitalares das US no objectivo de padronizar a organização e funções de cada um dos serviços integrantes desta área para a melhoria da prestação de serviços aos utentes. Para o efeito os Termos de Referência são apresentados em modalidade de curso constituído por 4 sessões didácticas.


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Varios estudos mostram que os homens têm menos acesso aos serviços de aconselhamento e testagem para HIV (Cornell et al, 2011), e têm a tendência a procurar cuidados de saúde nos estágios mais avançados da doença e com piores prognósticos o que pode gerar alto custo para o Sistema Nacional de Saúde. A falta de acesso a testagem e ao tratamento, o estigma, a falta de conhecimento em relação ao HIV/SIDA, as barreiras legais e políticas dificultam a prevenção do HIV e o TARV, principalmente em adolescentes rapazes e nas populações-chave (CNCS, 2015). Para além disso, quando os homens iniciam o TARV tem taxas de adesão aos cuidados e tratamento muito baixas, o que resulta em alta taxa de morbimortalidade por HIV após o inicio do tratamento (Stringer et al, 2006). De uma forma geral, em Moçambique a cobertura de TARV no ano 2017 entre homens com 15 anos ou mais foi de 42%, em comparação com 63% entre as mulheres (Dados do PNC ITS-HIV/SIDA-2017). Há necessidade de focar-se nas estratégias que aumentem o diagnóstico e acesso dos homens aos cuidados e tratamento de HIV[1].

 

Neste contexto o presente curso visa orientar os clínicos (médicos, técnicos de medicina, enfermeiros) e outros trabalhadores de saúde e gestores, a implementarem actividades de engajamento masculino nos cuidados de saúde com o objectivo de melhorar a utilização e a retenção de homens e casais nos cuidados de saúde.



[1] MISAU/ DNSP/ PNC ITS/HIV e SIDA; Directriz para Engajamento do Homen nos Cuidados de Saúde. 2018


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Os líderes e gestores de saúde precisam ter uma compreensão completa e clara de o que é um sistema de RHS e quais são os elementos-chave para a sua gestão bem-sucedida. O termo “recursos humanos” pode ser entendido por muitos gestores de saúde em um sentido muito estreito: salários, ou o processo de contratação, talvez treinamento, ou mesmo acções disciplinares. O objectivo deste curso é apresentar, de uma forma simples, mas abrangente, todos os componentes básicos de um sistema de RHS, e explicar por que e como eles têm que trabalhar em forma sinérgica para contribuir à consecução dos objectivos estratégicos do sector da saúde. Em outras palavras, como o sistema de RHS pode ser gerido de forma sistêmica e estratégica.

 

Para gerir efectivamente um sistema de RHS, as funções devem ser executadas por gestores dos diversos níveis, de maneira coordenada e sinérgica. A estrutura e os elementos fornecidos por este manual pode ajudar aos gestores de recursos humanos de saúde dos níveis central, regional e/ ou distrital para entender melhor como as suas acções podem produzir melhorias específicas em seus níveis e, ao mesmo tempo, contribuir para o fortalecimento do sistema de RHS como um todo.


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Nos últimos anos, o país conheceu um aumento exponencial do acesso ao tratamento, espelhando o esforço que tem sido empreendido nesse sentido, mas por outro lado, evidenciou ainda mais o desafio crescente que é a provisão de cuidados de saúde de qualidade a este grupo populacional. A crescente demanda de serviços, a exiguidade de recursos humanos, materiais e logísticos são apontados como barreiras importantes para a melhoria de qualidade do desempenho clínico. Assim, tornou-se pertinente desenvolver instrumentos que contribuam para que todos os intervenientes chaves, incluindo gestores nacionais, provinciais, distritais e técnicos de saúde apliquem de forma padronizada os métodos de melhoria de qualidade (MQ) para atingir as metas e objectivos pretendidos. È neste contexto que o Programa Nacional de Controlo de ITS-HIV/SIDA da Direcção Nacional de Saúde Pública elaborou a Directriz Nacional de Melhoria de Qualidade dos Cuidados e Tratamento para HIV (MQHIV), documento orientador para a implementação desta abordagem a nível nacional.



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